Pantanal

Presente apenas nos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e contendo 2.167 domicílios rurais, o bioma do Pantanal é quase exclusivo do Brasil, sendo o de menor área. Seu espaço territorial pertence a uma planície aluvial influenciada por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai. O clima é consideravelmente úmido. Os solos são tipicamente pouco permeáveis e, por isso, há constantes inundações anuais de longa duração, afetando o meio ambiente e espécies animais e vegetais. As populações presentes na região acabam por adaptar sua rotina conforme a época do ano, buscando adequar suas atividades a esse fenômeno. A vegetação é muito variada, dependente das cheias e do solo, mas predominam os campos em áreas inundáveis.

A região exige cuidados especiais com relação ao saneamento, principalmente considerando o potencial de contaminação por esgotos e resíduos sólidos transportados pela água. O fenômeno natural da “Dequada” ocorre no início do período de inundação, e grande quantidade de matéria orgânica disposta nos campos submerge, entrando em processo de decomposição e impactando negativamente a qualidade da água. O efeito é dependente do período de seca anterior, assim como da velocidade e do volume da fase de inundação. O abastecimento de água das comunidades fica comprometido e pessoas dependentes da pesca sofrem com a elevada mortandade de peixes. Além da contaminação proveniente do processo de degradação do material, há preocupação por contato com agrotóxicos, que são comuns na intensa atividade agropecuária.

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No Pantanal, o abastecimento de água por meio de poço ou nascente presente na propriedade aparece novamente de forma prioritária, com mais da metade dos casos. A presença de canalização de água, em pelo menos um cômodo, é bastante comum e alcança quase 70% do total de domicílios. O esgotamento sanitário por meio de fossa rudimentar é o maior entre os biomas, ultrapassando 75%. O mesmo vale para a destinação dos resíduos, sendo a queima utilizada por mais de 80% da totalidade dos domicílios.