Pampa

Reconhecido internacionalmente como Estepe e regionalmente como Campanha Gaúcha, o bioma Pampa está presente apenas na porção inferior do Estado do Rio Grande do Sul. O clima é chuvoso, com temperaturas amenas, não ocorrendo período seco bem definido. A atuação de frentes de ar frio polares condiciona temperaturas negativas no inverno. Há grande biodiversidade e os campos nativos representam a maior parte da cobertura vegetal. Ocorrem também outros ecossistemas, como matas ciliares e de encostas. A pecuária, familiar ou extensiva, é a atividade predominante, importante fonte de renda diretamente relacionada com a cultura regional, e contribui para a conservação dos campos. Os Pampas são o segundo menor bioma brasileiro e abrigam 30.208 domicílios rurais. Estão presentes diversas comunidades, como pescadores, indígenas e quilombolas. Há também agricultura familiar. A expansão das monoculturas tem sido grande fator de impacto ambiental.

As preocupações com o Saneamento Básico no bioma abrangem a contaminação do solo por agrotóxicos e a falta de tratamento adequado da água. Além disso, a queima dos resíduos é comum e frequentemente vista como opção viável ao descarte inadequado.

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No Pampa, o abastecimento de água por meio de poço ou nascente na propriedade rural é predominante, abarcando quase 60% dos casos. A presença de canalização de água, em pelo menos um cômodo, atinge 94% dos domicílios e poucos apresentam canalização apenas no terreno ou não a possuem. As fossas rudimentares estão presentes em mais da metade das habitações, mas há considerável número de fossas sépticas. O percentual de resíduos sólidos queimados é o menor de todos os biomas, mas ainda aparece como principal forma de destinação, com 44% do total.